2 anos – a revolução!

Uma amiga dizia-me “assim que eles sopram as velas dos 2 anos, mudam. Geralmente para pior…”

Claro que depende da perspectiva de “pior”, que isto quando se fala em bebés é sempre tudo muito em fofo, mas tenho de lhe dar razão.

A minha mini M.I., que sempre foi muito autónoma nas refeições, pede agora que lhe dêem a comida. Ainda no outro dia, deu-me a colher para a mão e assim que ponho a comida na colher, pega no meu braço e levanta-o enquanto diz “vião!!” Lá lhe fiz o avião e aquela imagem de bebézinha dependente, rapidamente se desvanesse com um “na quê mais!*”, seguido de um “guta mamã!**”

(tradução: *não quero mais e **iogurte mamã! “)

Mas a sua independência e autonomia ganha nova forma quando a levo ao supermercado.

O carro é maior que ela,mas ela lá ralada com isso! Domina o bicho e que quando lhe dou embalagens para ela pôr no carro, tenho a sensação que posso ter aqui uma aspirante ao lançamento do dardo. Manda os braços para trás, dá balanço e zás, atira as coisas para dentro do carro com “grande” força. Aquilo dá-lhe um gozo bestial e a mim uns nervos do camandro por ver os filetes de peixe espada, esborrachados pelas bolachas intergrais…

Na chegada à caixa, fica clara a minha utilidade. Pagar a conta..

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Até aqui tudo lindo e maravilhoso, mas estes dois anos são tipo uma declaração de independência para estes pequenos seres. Quer tomar banho sozinha e refila comigo se a tento ajudar. Quer mudar a própria fralda, pôr o creme no corpo e vestir-se sozinha. Claro que tanta “independência” paga-se caro, e testo-a – “Maria Inês, pões a colher na mesa, sff?”

Pega na colher e não só põe, como a coloca no sítio certo. No final do jantar, até ajuda a levantar a mesa! Tão amorosa!

O problema é quando se lembra da declaração de independência e decide exercer a sua força! Birras, gritinhos e outros chiliques e aquela imagem de coisa fofa e adorável desvancesse-se a ponto de quase perdermos a cabeça. Mas eles são espertos, já sabem a jogada…”Maria Inês, está sossegada que tenho de mudar a fralda. Tens um grande cocó e temos de ir para a escola!”

Resultado? Ficou sossegada sim senhora, deixou-me fazer tudo e quando viro costas, zás! Esconde a fralda! Corri tudo, virei os lençóis, espreitei para trás dos móveis e nada! Mas o cheiro insuportável estava ali, bem presente!

Com o relógio a passar e o tempo a escassear, tive de desistir! Desisti de procurar por uma fralda de odor insuportável, escondida por um ser minúsculo.

O odor perseguiu-nos a ponto de achar que às tantas, tinha a roupa suja e eu não tinha reparado. Mas não, estava impecável. Apressadamente, deixo-a limpinha e cheirosa na escola e volto para o carro nauseabundo. Aí percebo. A fralda de odor para além do podre estava na minha carteira. E não foi por acaso…

Algo me diz que isto só vai piorar…

Até já,

Vossa,

J & M.I.

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