Isto de ser mãe, em particular de um ser de dois anos, tem as suas particularidades. É verdade que os “terrible two” são mesmo assim, terríveis, mas são também mágicos (então quando as criancinhas estão a dormir é que é!)
Criei o hábito de começar a escrever algumas “proezas” da M.I e chego à conclusão que talvez tenha havido alguma troca na maternidade. A minha rica filha não pode ser portuguesa…
Escorrega – cueca
Colo – colha
Te puti – perfume
Favoi – se faz favor
E vocês até podem dizer que tem gracinha e tal, mas quando lhe dá para embirrar, vou-vos contar! Agora está numa de me chamar mãe e pai ao pai, quando sempre a habituamos ao carinhoso mamã e papá. Não sei onde aprendeu, mas sei que faz aquilo para nos chatear a molécula. Isso, bater com a colher da sopa na tigela e mandar tudo para o espaço, achar que já é crescida para não usar babete e toda ela se transformar numa nódoa e outras pequenas e (in)controláveis asneiras.
Neste fim-de-semana de Páscoa, que passei em família, sofri. Não sei como é convosco, mas sou uma mártir das refeições familiares, porque a conversa passou sempre pela M.I e de “como está linda e cheia de piada” e de “como está tão parecida com o pai”. Mas quando se trata de falar dos pseudo-defeitos do meu rabanete, TODA a gente diz que sai à mãe. A minha própria mãe e pai são logo os primeiros a mandar-me as farpas e o meu marido fica ali caladinho como um rato a rir-se. Sou uma autêntica esfregona da justificação dos defeitos da minha mini M.I. sem ninguém para me defender. Nem os meus queridos sogros, que sempre me defendem, se manifestaram….isto leva-me a achar que toda a gente está a congeminar contra mim. Não posso ser assim tão má – teimosa, persistente, a querer as coisas à sua maneira…
A sério que não me revejo nisto! Juro! Acho mesmo que sou uma pessoa muito fácil de lidar. Estou quase sempre bem disposta, sou compreensiva com todos (até demais) e extremamente conciliadora. Ou estão a unir-se contra mim ou estou a ter-me demasiadamente em boa conta. Talvez possa até ser um mecanismo de defesa. Se uma pessoa não se defende e faz respeitar, isto também não dá com nada!
Depois olho para a minha bebocas e pergunto “és bebé ou menina?” E ouço “minina!”, logo de seguida pergunto-lhe “quem é a bebé da mamã” (só para trocar as voltas) e recebe um “é a Nené!”, seguido de um xi e de um beijinho gostoso.
Não nego porém, a sua capacidade intrínseca de fazer figuras tristes e aí admito que sim, sai a mim. Aparece-me do quarto nestes propósitos com frequência, deixando-me com sérias duvidas. Não sei se aplaudo o seu estilo algo excêntrico ou se lhe dou uma moedinha…

Uma mãe sofre, dá o corpo às balas e pode até estar cheia de defeitos, mas é a este colo que todos vêem sempre bater, essa é que é essa!
Até já,
Vossa,
J!









8 Abril de 2015 às 14:35
Deixe lá Joana, na minha casa é igual. Tenho dois filhos, tive-os 9 meses na minha barriga e a primeira palavra que disseram os dois foi PAI… sonsos!!!! e claro está que nas coisas boas saem ao pai e no resto a culpa é dos meus genes… enfim… o que lhes safa é as carinhas de gato das botas do Shrek que eles fazem quando querem mimos da mãe!!! 😀
8 Abril de 2015 às 18:41
Ahahahhahaha! Imagino as carinhas! Somos criticadas, mas depois vem tudo a correr para a mamã ;)! Beijinhos
9 Abril de 2015 às 9:07
Sim, é verdade, principalmente quando estão doentes e/ou quando querem alguma coisa que o pai não deixa dar ou fazer 😀